Capixabas treinam com Clay Marzo e Rob Machado

terça-feira, 28 de abril de 2009

Os surfistas profissionais capixabas Diogo Leão, Dell Gama e Leandro Moulin(UOT) chegaram em Lobitos, norte do Peru, acompanhando a entrada do swell. O que eles não tinham planejado foi encontrar e surfar junto com o havaiano Clay Marzo e o americano Rob Machado.

Os capixabas estavam hospedados em Pacasmayo, aguardando a entrada da ondulação prevista. As ondas chegaram e junto também vieram Clay e Machado.

"Pegamos altas ondas de dois metros e séries maiores. Para completar, surfamos junto com ídolos. A bateria ta forte!!! Foi a maior vibe", comenta.

O norte americano Rob Machado está no norte do Peru gravando para seu novo filme. Junto com ele está o havaiano Clay Marzo.

Diogo, Dell e Moulin ficam no país até o dia três de maio.

Por que quero ganhar este Kit UOT Princess?

sábado, 25 de abril de 2009

O site da UOT Princess também está sorteando vários kits da marca.
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Dia Mundial da Terra

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em 22 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Terra, destinado a promover uma melhor interação dos seres humanos com o planeta. Criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, como um protesto nacional contra a poluição, a data hoje alcança adesões mundiais, com manifestações que buscam, cada vez mais, chegar a ações efetivas.

A consciência quanto aos danos provocados pelo estilo de vida baseado no consumo impulsivo e na expansão desenfreada da presença humana sobre a Terra já alcançou os mais variados públicos, desde celebridades que convidam seus fãs a mudar de hábitos a catadores de rua que hoje se autointitulam agentes ambientais, conscientes do papel que exercem.

O incentivo para as mudanças necessárias também permeia as mais variadas mídias, tendo deixado de ser exclusividade de nichos especializados. Veículos de largo alcance abordam regularmente a temática. A informação está disseminada.

Uma boa amostra disso é o jornal Metro, distribuído gratuitamente em quatro continentes, com um público estimado de 37 milhões de leitores. Para o Dia Mundial da Terra, o jornal coloriu suas páginas de verde e recheou a edição de orientações sobre sustentabilidade e eventos ligados à data.

Novelas também têm incluído em seu roteiro mensagens sobre preservação ambiental e consumo consciente, como as relativas à economia de água e de energia, e até a mais recente edição do popular reality show Big Brother Brasil desafiou os integrantes da casa a fazer o mesmo.

Pesquisas recentes mostram que os desafios socioambientais são conhecidos pela maioria. Falta sermos capazes agora de vencer velhos hábitos (no campo pessoal) e de adotar melhores formas de produção e geração de energia (no campo corporativo).

A transformação do setor produtivo enfrenta dificuldades por ainda ter de fazer frente à concorrência de produtos e serviços feitos em moldes antiquados, sem cuidados ambientais e sociais, e por não contar com a adesão de um número suficiente de consumidores que possam lhe dar sustentabilidade econômica a curto prazo.

Para que as mudanças em larga escala sejam possíveis, precisamos de políticas e de presença pública eficaz, incentivando as novas atividades e penalizando as que degradam e agravam a situação. Nesse campo, são imprescindíveis iniciativas como o Movimento Nossa São Paulo e a Transparência Brasil, que acompanham de perto a atuação do governo, tanto no campo legislativo quanto no executivo.

Esse acompanhamento, que é feito com o envolvimento da sociedade civil, dá suporte à tomada de decisões no setor público, apontando necessidades e perigos muitas vezes ignorados e contribuindo com tecnologias e soluções possíveis.

Reparando danos

Há, porém, muitas medidas simples que podem ser tomadas de imediato por todos. A funcionária pública Gisele Lopez, por exemplo, alerta que ainda vê prédios inteiros de repartições públicas deixarem as luzes ligadas fora do horário de expediente, torneiras semiabertas ou com vazamento, desperdício de água potável para lavar calçadas e a não-separação de materiais recicláveis do lixo comum. “Temos de mudar esses vícios e desperdícios. Se as empresas privadas podem, por que não nós?”, comenta.

“Neste Dia da Terra, eu irei de bicicleta para meu consultório e plantarei uma árvore. É cândido e singelo, mas eficaz”, conta Rafael Reiner, que também se engajou no lançamento da Coolmeia, uma organização que visa divulgar iniciativas capazes de gerar mudanças sociais e ambientais imediatas e organizar grupos para ações cooperativas.

Um caso que nos lembra que, além de parar com a degradação ambiental atual, é preciso reparar os danos causados, restaurando nascentes, matas e despoluindo o solo, o ar e as águas, tanto a doce quanto a dos oceanos. Isso abre um campo para novos empregos e empreendimentos, capazes de revitalizar uma economia que se esvai juntamente com os recursos naturais que exauriu.

Por Neuza Árbocz (Envolverde) / Edição de Benjamin S. Gonçalves

Teahupoo, terror e êxtase...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lendo uma revista especializada em surf, me deparei com fotos assustadoras da bancada de Teahupoo (leia-se Chôpo), no Tahiti, com ondas de seis a oito metros de face.

Na verdade, a grande questão desse pico não é o tamanho da onda (como se oito metros não fosse assustador!), mas a sua força, potência e formação.

Teahupoo é uma falha (ou será perfeição?) natural, talvez, talhada pelos artesãos de Deus, onde uma depressão em uma bancada de corais faz dessa onda algo diferente de qualquer coisa conhecida.

Em Teahupoo, é impossível de se medir a onda por trás porque, devido a essa falha natural, quando entram as ondulações, todo o oceano despenca sobre a bancada fazendo com que a onda tenha um volume de água assustador!
Teahupoo não perdoa!

Essa onda pode te levar ao êxtase ou ao inferno...
Que o digam Hedge e Damien, que tiveram seus ombros deslocados; Raimana, que quase tem a cabeça decepada pelo Jet ski do seu parceiro (a cena mais incrível do big surf jamais vista!); Neco, que quase se afoga ao ficar preso no coral com séries imensas quebrando em sua cabeça e o Richard Lovett, que cortou todo o corpo ao se chocar com a bancada.

Caras como Bruce e Andy Irons, Manoa Drolet, Poto, Dorian, Lowe, Occy, Cj e Machado ratificaram seus nomes como homens de coragem.
Sem esquecer de Gouveia, Neco e Moura, que já tiveram suas incríveis notas dez e seu momento de glória na bancada aterrorizante!

Também, vale a pena citar o Pato, que dropou a onda da sua vida no épico swell do dia 1º de maio.

Claro que o rei desta e de qualquer outra onda chama-se Robert Kelly Slater, que faz coisas impossíveis na bancada mais mortal do planeta.

Coisas como entubar de base trocada ou despencar no vazio já encaixando no tubo (considerada a onda mais espetacular já surfada em um campeonato da ASP) ou mesmo fazendo uma final perfeita tirando duas notas dez e entubando fundo tomando uma cerveja Foster!

Teahupoo não é para indecisos, a sua formação não permite isso, ou você vai ou não, o meio termo é fatal! Você vai ser achatado contra o coral com toda a força de toneladas de água. Um oceano inteiro sobre sua cabeça!

Como disse o Luke Egan uma vez; Teahupoo é o lugar onde até os melhores do mundo puxam o bico.

Êxtase ou terror? Você decide. Mas tenha certeza de uma coisa, se você não for rock'n roll, não vá!

Por Fabrício Fernandes


A força de Teahupoo

A segunda etapa do WCT em Bells Beach ainda não foi finalizada, mas os tops e os amantes do surf já preparam as emoções para a próxima parada do Dream Tour, que rola em Teahupoo.

A Praia dos Crânios Quebrados, localizada no Tahiti, Polinésia Francesa, é a mais temida e respeitada onda do tour. Quando o mar está grande, os competidores encaram o desafio de surfar a melhor onda de suas vidas, ou passar pelo pior pesadelo, caso algo dê errado.

Embora a etapa de 2008 não tenha apresentado condições clássicas (quebrou de gala apenas nas triagens), entrou para a história do surf brasileiro com a vitória de Bruno Santos após seis anos sem brazucas no topo do pódio no WCT.

As expectativas para a realização da etapa em 2009 são as melhores possíveis. Bruninho vai defender o título do evento como convidado e os tops 45 terão que superar seus limites na força de Teahupoo.

Para aquecer ainda mais os ânimos, assista ao vídeo do swell épico que quebrou em Teahupoo no dia 1 de novembro de 2007, considerado um dos maiores da história. Neste dia, o havaiano Shane Dorian, o local Manoa Drollet e o australiano Dylan Longbotton, entre outros big riders, fizeram a cabeça nos canudos gigantes do pico.

No mesmo vídeo, é possível conferir a inesquecível “vaca” sofrida pela carioca Maya Gabeira na primeira onda que dropou em Teahupoo. Vale lembrar que, logo em seguida, a brasileira recuperou o fôlego e pôs para dentro de um tubo animal.

Maya Gabeira é a maior

domingo, 19 de abril de 2009

A carioca Maya Gabeira confirmou o favoritismo e levou pela terceira vez seguida o prêmio do Billabong XXL de ondas grandes na categoria melhor performance feminina na temporada 2008/2009, durante cerimônia realizada neste sábado na Califórnia, EUA.

Pela façanha, a brasileira ganhou um prêmio de US$ 5 mil. "Agradeço a Billabong, à minha família, todos no Brasil pelo apoio, além dos que me inspiram, como Carlos Burle e Eraldo Gueiros", disse Maya depois de receber o prêmio da norte-americana Linda Benson, legend do surf feminino e primeira mulher a surfar Waimea.





Fonte: Waves

Diário de bordo de Leandro na Trip pelo Peru

sábado, 18 de abril de 2009


Atleta UOT, Leandro Moulin, está numa surf trip pelo Peru e nos enviou esta mensagem:


Oi galera !!!
Cheguei dia 10 de abril em Punta Hermosa e não para de rolar ondas boas pra treinar...
já peguei boas em Puerto Viejo, Senhoritas ,Cabaleros e Punta Rocas essas fotinhas foram de ontem em Punta Rocas...



1 metro bom com boa qualiade. Nos primeiros dias fiquei na pousada do Luisfer e assim que meu amigo Ernesto Nunes chegou de Lobitos com Charlie Brown e Thiago de Sousa, fui para casa dele. Estou teinando bastante com eles aqui.
E domingo vou para o norte Lobitos.Na segunda começa chegar um grande swell que está previsto e quebrar tds as bancadas de la...
Vai ser show... Ernesto e Thiago vão pro Panama....fico 10 dias em Lobitos pra pegar td o swell e no dia 29 volto pro sul ficando até dia 5 de maio ....assim que tiver fotos do norte envio.
abrs

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Tanio Barreto vence na Joaquina

quarta-feira, 15 de abril de 2009


O Alagoano Tanio Barreto (UOT) fez a festa em Santa Catarina.

Num domingo de muito sol e calor que agraciou a Ilha da Magia, proporcionando a vinda de muita gente bonita para as areias da Praia da Joaquina na realização do Oakley Santa Catarina Surf Pro 2009, que comemora o aniversário de 283 anos da cidade de Florianópolis e é válido pelo Circuito Catarinense de Surf Profissional Fecasurf, o Alagoano Tanio Barreto levou a melhor na final do torneio sobre Tomas Hermes de Barra Velha, Beto Mariano de Floripa e sobre o ex-TOP Peterson Rosa de Matinhos/PR.

Parabéns Tanio!

Krystian Kimerson garante vaga para VQS na Califórnia

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Rolou neste final de semana na praia de Camburi (SP) dois eventos do VQS – Volcon Qualifying Series 2008 / 2009. Dois eventos em um único final de semana sendo que no sábado (11/04) aconteceu o Corrupto Fish, etapa paulista do evento.


O domingo foi marcado pela agitação do mar com grandes ondas que devido a passagem de um ciclone extra tropical na costa sudeste do pais ultrapassaram os 2m de face.


Um dos grandes destaques do Paella Fish foi o surfista capixaba Krystian Kimerson da Barra do Jucu. Krystian liderou boa parte da bateria final da categoria JR perdendo por pouco para Gesse Mendes.


A conquista do segundo lugar deu vaga para o capixaba disputar a etapa mundial do VQS na Califórnia (EUA) que acontece entre os dias 08 e 10 de maio em Newport Beach.


O feito de Krystian foi fundamental para colocar o ES em destaque no Brasil e no mundo.


Parabéns Krystian por mais essa! Aquei na UOT estamos todos torcendo por voce.


Fonte: ondaon


Resultados:


Etapa paulista:
Sub-17:
1 Gabriel Medina

2 Nathan Brandi

3 Jesse Mendes

4 Rafael Teixeira

5 Thiago Guimaraes

6 Lucas Santas


Final nacional:
Sub-14:
1 Iage Araujo

2 David Silva

3 Johny Botelho

4 Luan Wood


Sub-17:
1 Jesse Mendes

2 Krystian Kimerson

3 Nathan Brandi

4 Gabriel Medina

Krystian a caminho do VQS em SP

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Krystian Kimerson - Foto: Oswaldo Bissoli


Capixabas estão a caminho do VQS em SP. Krystian Kimerson (UOT), Jhony Botelho e Rafael Teixeira já estão na estrada com destino Camburi (SP) para disputa do Volcon Qualifying Series 2008/ 2009. Duas etapas estão programadas para acontecer entre os dias 11 e 12 de abril.

Primeiro a etapa do qualifying paulista que classifica 16 atletas que irão se juntar aos demais atletas que já garantiram vaga no tour 2008 (Santa Catarina, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro).

A última etapa da perna brasileira do evento é o Paella Fish e os campeões nas categorias Júnior e Groms receberão passagens aéreas para os EUA e ainda vagas para disputar a etapa mundial do VQS que rola em Newport Beach na Califórnia entre os dias 08 e 10 de maio.

Confira abaixo os nomes dos atletas que conquistaram vaga através do Capixaba Fish:

Capixaba Fish (ES)

Júnior


1 Levy Oliveira
2 Krystian Kimerson
3 Rafael Teixeira
4 Renato Mik
5 Emanuel Carlos
6 Ramón Rodrigues
7 Pedro Cardoso
8 Renato Guimarães

Groms
1 Rafael Matos
2 Alexandre Escobar
3 Jhony Botelho
4 Lucas Pascoal
5 Rodrigo Cardoso
6 Lucas Froes
7 Henrique Escobar
8 Leandro Teixeira

Como surgiu o conceito de sustentabilidade?

quarta-feira, 8 de abril de 2009


Num bate-papo pleno de respostas sinceras e diretas, a ambientalista, consultora ambiental e uma das fundadoras da ONG Amigos do Futuro, Rejane Pieratti, fala com clareza sobre os conceitos de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, e aproveita para dar um puxão de orelhas nas empresas que usam e abusam do discurso ambientalista, mas não o implementam de fato no seu dia-a-dia. Ela também aproveita a oportunidade para lançar um desafio de auto-reflexão para os leitores do Responsabilidade Social.com. Confira, a seguir, a entrevista:

1) Responsabilidade Social – Como surgiu o conceito de sustentabilidade?
Rejane Pieratti – Ao falar de sustentabilidade, o foco se volta para o conceito do Triple Bottom Line, criado nos anos 90 pelo cientista social Americano, John Elkington e conhecido como os 3 Ps (People, Planet and Profit) ou, em português, PPL - Pessoas, Planeta e Lucro; ou ainda como o tripé da sustentabilidade, onde estão contidos os aspectos econômicos, ambientais e sociais.

2) RS – O que faz um empreendimento ser sustentável?
RP – Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista quatro requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser: ecologicamente correto; economicamente viável; socialmente justo; e culturalmente aceito.

3) RS – Quando se fala sobre a questão ambiental rapidamente surge a discussão sobre consumo e padrões de produção, e a cobrança recai principalmente sobre as empresas. O que elas podem fazer para participarem efetivamente do Desenvolvimento Sustentável?
RP – O termo Desenvolvimento Sustentável foi mencionado pela primeira vez em 1987 no relatório "Nosso Futuro Comum", documento elaborado durante a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, liderada pela então primeira ministra da Noruega, Gro-Brundtland: "É aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas necessidades".

A primeira iniciativa para inserir essa idéia na gestão dos negócios surgiu com o conceito de Ecoeficiência, que foi apresentado na Rio-92 pelo empresário suíço Stephan Schmidheiny. Como foi um conceito definido pelo próprio mundo dos negócios foi rapidamente popularizado entre os executivos de todo o mundo. Segundo ele: "Ecoeficiência é uma filosofia de gerenciamento que leva à sustentabilidade, combinando desempenho econômico e ambiental e reduzindo os impactos ambientais ao utilizar mais racionalmente matérias-primas e energia". Então vemos que um dos desafios das empresas para serem competitivas é integrar a variável ambiental à gestão dos seus negócios.

4) RS – Em que pé as empresas brasileiras se encontram nessa caminhada rumo à sustentabilidade?
RP - Cá pra nós, se aproximarmos o nosso olhar veremos que o tal do tripé ainda está um tanto "capenga".

5) RS – Porque "Capenga?
RP – Porque no que diz respeito ao "pé" econômico, as empresas vêm buscando excelência, superando crises e lutando por melhores condições através de suas entidades de classe. Em relação ao "pé" da Responsabilidade Social, elas estão exercitando e melhorando seu desempenho já há algum tempo.

Muitas no início tiveram que aprender até que a ajuda financeira que davam à creche ou ao projeto esportivo da escola vizinha era somente um assistencialismo ou, quando muito, um investimento social privado, e que para entrarem no mundo das empresas socialmente responsáveis precisavam desenvolver a capacidade de ouvir, compreender e satisfazer expectativas e interesses de seus diversos públicos. Ainda hoje é grande o trabalho de entidades como o Instituto Ethos para fazer com que as empresas entendam que a responsabilidade social deve fazer parte do DNA da empresa.

Mas quando se fala sobre o terceiro "pé", o Ambiental, a maioria tem a mesma reação: "Isso é custo. É encheção de saco de ambientalistas que não tem o que fazer." Aliás, diga-se de passagem, é graças a esses ambientalistas que um restinho da Mata Atlântica ainda existe, que o peixe-boi, a baleia jubarte, o golfinho rotador, os tubarões, as tartarugas e tantas outras causas estão sendo protegidas. Com certeza devemos muito a essa gente boa e forte que vem vencendo grandes batalhas.

6) RS – E como a senhora acredita que esse "pé" pode ser fortalecido para que as empresas possam alinhar-se aos novos paradigmas da sustentabilidade?
RP – Fico muito preocupada com o discurso vazio que cresce a cada dia em nome da sustentabilidade. As grandes empresas já possuem um departamento de gestão ambiental, é bem verdade que muitas vezes somente por força de cumprimento a legislações, resoluções e normas ambientais.

Enquanto a gestão ambiental continuar sendo vista como apenas um departamento reativo, sem fazer parte da gestão global das empresas, a mudança desejada não vai acontecer. As demais, na grande maioria dos casos, ouviram o galo cantar, sabem que deveriam estar fazendo algo a respeito, mas não sabem nem por onde começar. Apesar disso, para não ficarem por fora da "onda", colocam em seus sites um monte de artigos bonitos falando sobre o tema ou alguma frase no final de seus e-mails como: "pense antes de imprimir", etc.

Existem ainda as que acham que podem sustentar o "pé" ambiental implementando apenas uma coleta seletiva muito mal feita ou mesmo somente neutralizando suas emissões de carbono plantando árvores – o que a meu ver já é um bom passo, mas que como iniciativa isolada pode ser vista muitas vezes como forma de indulgência. São várias iniciativas isoladas que têm seu mérito sim, mas elas não podem ser referenciais para empresas ambientalmente responsáveis, e o que tem acontecido é que elas acabam apenas maquiando a questão e não permitindo que o propósito do "pé" ambiental seja contemplado de fato: melhorar o desempenho ambiental das empresas.

E o caminho é muito mais simples do que se imagina: é começar conhecendo quais são os impactos causados pela empresa, pois não se pode ser responsável pelo que sequer se conhece; criar programas com objetivos, metas e indicadores para minimizar esses impactos; monitorar, avaliar e voltar sempre ao início do ciclo para que aconteça um processo de melhoria contínua. O grande desafio a meu ver é mudar o olhar e, com isso, mudar a forma de pensar e agir com relação à ecoeficiência.

7) RS – Percebemos que a sociedade está mais atenta às atitudes de responsabilidade socioambiental das empresas. Como cada um pode contribuir?
RP – Ficando atentos e críticos com relação aos discursos e aos reais resultados das ações das empresas. Os discursos são realmente muito bonitos e devem servir como inspiração para ações que mostrem resultados mensuráveis. Não temos mais tempo para ficar fazendo de conta, precisamos todos começar a cobrar os resultados em números que virão a partir de mudanças culturais. O que o tal do tripé precisa é estar apoiado em bases sólidas.

Durante muito tempo o consumidor elegeu como principais atributos o preço e a qualidade. A tecnologia hoje permite que a qualidade seja alcançada e o preço seja competitivo. Aí chega a hora em que o consumidor tem que ter consciência de que tem um grande poder: o de escolher as empresas que oferecem, além desses atributos, outros valores importantes como compromisso social e ambiental.

Quero aproveitar para propor aos leitores da revista Responsabilidadesocial.com uma reflexão a partir de algumas perguntas:
• Estamos satisfeitos com os resultados do "pé" ambiental da sustentabilidade?
• Será que ele vai realmente se fortalecer, ou na hora de mostrar resultados ele vai ser sublimado em detrimento do intocável interesse do capital (cada vez mais liberal)?
• Como consumidores estamos atentos, críticos e atuantes?
• Estamos todos fazendo o nosso dever de casa dentro de nossas entidades?

8) RS – Qual é a sua definição pessoal do termo Responsabilidade Social?
RP – Não tem muito como fugir do conceito de que é conciliar as necessidades de todos os Stakeholders, ou públicos de interesse, mas não devemos nos esquecer que o meio ambiente é um deles. E se as empresas são tão práticas e objetivas no que diz respeito ao lucro, já aplicam suas ferramentas de administração para mensurar o retorno social do seu Investimento Social Privado, já passa da hora de serem mais objetivas com relação aos seus impactos ambientais e utilizar essas tão conhecidas ferramentas para melhorar seu desempenho ambiental de maneira eficiente e eficaz.

Maya Gabeira disputa o tri no XXL Big Wave Awards

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As previsões se confirmaram e a carioca Maya Gabeira foi indicada pela terceira vez consecutiva ao XXL Global Big Wave Awards 2009, evento que premia os big riders mais atirados da temporada.


Nas últimas duas edições do prêmio, Maya venceu a categoria "Melhor Performance Feminina" e é favorita este ano para conquistar o tricampeonato.

A carioca marcou presença na última temporada e surfou ondas gigantes em picos como Hawaii, a Califórnia, o Chile e Alasca, onde foi a primeira mulher a se aventurar nas geladas morras d’água.

Além de Maya, a argentina Mercedes Maidana e a californiana Jamilah Star disputam a premiação de US$ 5 mil.

Na quarta-feira (25/3), foram anunciados os finalistas das categorias "Melhor Onda da Temporada", "Maior Onda", "Maior Onda na Remada" e "Maior Tubo".

Desta vez, junto com o anúncio da categoria feminina, foram divulgados os finalistas de outras duas modalidades.

Na "Melhor Performance Masculina", concorrem o sul-africano Grant "Twiggy" Baker, o californiano Greg Long e o australiano Mark Mathews.

Já na categoria "Pior Vaca", única em que o vencedor será escolhido pelo público, estão na disputa os australianos Dean Bowen e Ross Clarke-Jones, o californiano Greg Long, o chileno Ramon Navarro e o sul-africano Grant Washburn.

Além de Maya, somente o fotógrafo Fred Pompermayer representa a bandeira brasileira na premiação, com fotos registradas na Califórnia e no Tahiti.

Os vencedores serão anunciados no dia 17 de abril, em uma cerimônia realizada em Anaheim, no sul da Califórnia.

Uma lição de amor

quinta-feira, 2 de abril de 2009


Muito bacana a matéria feita pelo pessoal do Ondaon a respeito da Escola de Surf dos irmãos Moulin, projeto que a UOT tem o maior orgulho de apoiar.

Leia a seguir a matéria:

Em tempos de aquecimento global, crise, violência, crimes ecológicos e tantas outras barbaridades, algumas pessoas com pequenos grandes gestos, nos mostram como é possível fazer o bem.

Quantas vezes você já se sentiu impotente em ver algo errado e não poder fazer nada?

Essa revolta muitas vezes pode ser transformada em ações solidárias, espiritualmente gratificantes e mais que isso, pode trazer de volta à muitas pessoas a esperança na vida e no ser humano.

A Moulin Surf School cumpre o seu papel social e junto com a Pestalozzi oferece aulas de surf a um grupo de pessoas limitadas pelo físico e infinitamente ilimitados para o amor.

E por amor, uma trajetória opaca pode ganhar brilho, um coração endurecido pode voltar a sorrir.

For The Love, é o nome do mais novo livro do meio humano meio mito, Kelly Slater, onde ele aborda questões como esta, portanto esses temas são relevantes para os surfistas do mundo inteiro, dos tops aos free surfers. Isso explica o envolvimento de tantos surfistas em causas nobres, como as ambientais, educativas e sociais.

Confira a galeria de fotos das aulas da Moulin Surf School em parceria com a Pestalozzi.

Leia os comentários no site ONDAON

O Escola funciona na Praia do Solemar em Jacaraípe e o telefone para contato é 27 – 3052 3076.

Surfista acerta manobra inédita

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O surfista Rodrigo Generik, local do Guarujá (SP), escreveu seu nome no repertório de manobras do surf. O atleta de 23 anos executou a manobra “Switch Varial”, nunca antes realizada com uma pranchinha.

Se os skatistas já realizam esta manobra com seus carrinhos, Generik teve que treinar por quatro anos até que ela saísse de jeito. Além da novíssima switch varial, o guarujaense executa outras manobras inovadoras, inspiradas no surf do californiano Joe Gimo.

O feito inédito foi registrado pelo videomaker Metrinho, numa sessão de surf no Guarujá. O atleta acredita que com essa inovação, será possível abrir mais portas na evolução do surf, além de permitir que os surfistas utilizem as duas bases para surfar.

Assista o vídeo com a execução da manobra switch varial.