Rapper De Leve em bate-papo com Adnet da MTV

sábado, 27 de fevereiro de 2010







O MC De Leve é um artista de Niterói muito criativo com composições ácidas e divertidas.
Conheça o som do cara AQUI

De Leve levou um papo com o Adnet (MTV) usando uma camiseta da coleção UOT.

Cliquem na imagem e não sejam breves, programa da barra, Adnet e De Leve! Se inspire e assista na ÍNTEGRA!



Tânio fala de boa fase em entrevista

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


Por Caroline Lucena em 17/02/10

Tânio Barreto é o atual campeão catarinense profissional.
Em 2009, o alagoano Tânio Barreto levou a melhor no circuito catarinense profissional, faturando um dos mais importantes títulos regionais do Brasil.
Residente no litoral catarinense desde a adolescência, Tânio vem trabalhando duro para colecionar troféus.
Campeão brasileiro em 2001, o atleta chegou a lutar pelo segundo título nacional em 2009, mas não foi feliz na etapa da Barra da Tijuca (RJ) e viu a taça ficar nas mãos do cearense Messias Félix.

Em entrevista concedida a Caroline Lucena, editora do jornal Drop, Tânio comenta suas expectativas para o ano de 2010 e promete lutar por mais um título catarinense e brasileiro.
Tânio, no topo do pódio, celebra mais uma importante conquista. Foto: Basílo Ruy / Fecasurf.

Quando você resolveu residir em Santa Catarina?

Eu vim competir num campeonato brasileiro amador, fui bem na etapa e recebi um convite para fazer parte de um grupo de atletas que tinham uma rotina de treinamentos. Faziam parte desse grupo os surfistas Marco Polo, Andreas Eduardo e Ricardo Ortiz. Fui ganhando espaço na equipe e resolvi ficar.

Essa atitude teve muita importância na sua carreira?

Sim, pois na época eu era quase ainda uma criança, e com isso tive tempo para aprender a ser um surfista disciplinado, humilde e com o tempo me tornar um profissional do surf.

Qual a sensação de ser coroado campeão catarinense profissional 2009?

Foi uma realização muito grande, uma felicidade que até hoje estou desfrutando e dividindo com meus amigos e minha família. Depois do título aproveitei para palestrar em comunidades carentes, nas quais podemos ver a outra realidade da vida, e com isso cada vez mais dá vontade de vencer e agradecer a Deus por ter saúde e uma vida iluminada.

Foi a primeira vez que você venceu o circuito catarinense. Qual a importância desse título para sua carreira?

Era um título que não tinha em meu curriculo, pois sempre estava focado em outras metas. Como nesse ano meu foco eram os campeonatos aqui no Brasil, para mim foi uma grande satisfação.
Como sou catarinense de coração, foi uma realização muito grande não só para mim, mas para meu filho que é nascido na Carmela Dutra, minha esposa, meu treinador Alisson Paz e todos os colaboradores da minha empresa de pranchas, a Lush Surfboards.

Você liderou o circuito de ponta a ponta, venceu etapas importantes como na Joaquina e Guarda do Embaú, mas qual foi a vitória mais emocionante?

Na praia da Vila. Foi um ano de muito trabalho, muito treino e muito foco. Cheguei no final da temporada disputando dois títulos: o SuperSurf e o Catarinense. Eu sentia dentro de mim que eu ia ganhar. Quando perdi minha bateria do SuperSurf eu falei para mim mesmo, "Tudo bem, meu Deus, se não é para ser aqui, vai ser na Vila". A vitória do ano foi na penúltima etapa, quando peguei a última onda e fiz a maior nota do evento, saindo da terceira posição para o primeiro lugar. Lembrei da minha bateria no WCT, na qual virei em cima do Neco nos segundos finais e acabei em terceiro lugar no geral.

Como estava o mar durante a última etapa na praia da Vila?

Incrível. Quando o swell apontou no meio da semana, eu sabia que ia ser um campeonato para ficar na história, principalmente uma decisão de título. Acredito que foi o melhor evento de onda que já competi em Santa Catarina. Quero parabenizar o presidente Fred Leite e sua equipe, que acreditaram nas ondas mágicas da praia da Vila.

Faça uma reflexão sobre o seu surf. Quais seriam seu pontos fracos e fortes como competidor?

Acredito que o meu ponto forte é a genética, pois a minha família é toda do esporte. Meu pai jogou na seleção brasileira de futsal, minha mãe disputou título brasileiro jogando vôlei pela sua faculdade, minha irmã Bianca Barreto tem seis títulos mundiais de jiu-jitsu, três titulos brasileiros profissionais de bodyboard e atualmente é a atual campeã alagoana de surf; a mais nova, Tânia Barreto, tem títulos pan-americano, sul-americano e brasileiro de jiu-jitsu, e a do meio, Juliana Andrade, foi duas vezes vice-campeã brasileira de bodyboard. Para encerrar, meus cunhados lutam vale-tudo, dão aulas para o grupo da polícia Bope e têm academias de jiu-jitsu.
Meu surf está em evolução devido a todo trabalho que venho fazendo com as pranchas Lush Surfboards e meus treinamentos com professor Alisson Paz. Acredito que ainda preciso melhorar minha leituras nas ondas de frontside.

Como você vê o cenário do surf catarinense e profissional para o ano de 2010?

O ano de 2010 será melhor que 2009, pois a federação catarinense está ganhando créditos no governo devido ao bom trabalho que o presidente e sua equipe vêm fazendo. Acredito que a Oakley terá interesse em renovar mais um ano como patrocinador principal e as associações estão cada vez mais tendo interesse em levar uma etapa para sua região.

Quais os planos para esse novo ano?

Ainda não sei, pois estou em negociações com meu patrocinador, mas com certeza estarei defendendo esse título catarinense com muita coragem e determinação, além de buscar meu segundo título brasileiro.

Aproveito para agradecer a todas as pessoas que acreditam no meu trabalho, ao meu patrocinador UOT, Fluel e pranchas Lush; meu treinador Alisson Paz e sua equipe; academia Power Fit e minha família, que me dá muita vibe.


Waves

Festiv’Alma Surf de Verão

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Foi aberto no dia 8 de fevereiro o Festiv’Alma Surf de Verão, uma exposição que deu um clima praiano ao ParkShopping. A ideia é contar a história do esporte e da cultura do surfe em terras brasileiras.

O Festiv’Alma Surf reúne exposição, vídeos e biblioteca completa sobre o assunto, fica na praça central do ParkShopping até o dia 28.

Leia artigo completo com fotos e curiosidades.

História do Surfwear e nova coleção UOT

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010



No Brasil os primeiros surfistas que se tem notícia, apareceram por volta da década de 30, em Santos, no litoral paulista. Durante a II Guerra Mundial, nos anos 40, o Rio de Janeiro serviu como base naval dos aliados e recebeu a visita de muitos militares americanos, que trouxeram vários equipamentos esportivos como novidade, entre eles as pranchas de surf. O esporte então, começou a se disseminar pelo país e os atletas começaram a buscar equipamentos e roupas apropriados para a sua prática.

Na maioria das vezes, as roupas eram trazidas de fora do Brasil, por surfistas que tinham a oportunidade de viajar em busca de novos mares, e depois as revendiam aqui como “contrabando”. Porém, os equipamentos importados eram caros e aos poucos foram surgindo surfistas dispostos a produzir, eles mesmos, suas próprias roupas e acessórios.

E começaram assim, de forma meio artesanal, a surgirem as primeiras confecções de surfwear brasileiras. Nos fundos dos quintais, usando de muita criatividade, os atletas começaram a produzir aquilo que precisavam, com know-how praticamente inexistente em confecção, mas com a vantagem de conhecerem de perto o público interessado em seus produtos. Hoje em dia, as maiores confecções e fábricas de equipamentos desse segmento são em sua maioria, comandadas por grandes surfistas.

Os surfistas transformaram a prática de surf em um estilo de vida. O esporte diferencia-se de todos os outros, pois possui um traço único, dando origem a uma moda que atingiu em cheio o mercado.

Os consumidores do estilo "easygoing" surfwear pertencem as mais variadas idades e classes sociais. O que importa é ter estilo despojado, e gostar das roupas criativas e confortáveis. As lojas especializadas do segmento vendem um arsenal de roupas, como as tradicionais camisetas estampadas com fotos de ondas ou frases ligadas à filosofia do esporte. Tem também bermudas com tecnologia nas modelagens e tecidos, calças, moletons e tênis altamente estilosos. Além de roupas, também são vendidos equipamentos como pranchas, straps, parafinas, raspadores e capas. Tudo o que for necessário para a prática confortável e segura do esporte.

Os seguidores do estilo usam calções e bermudas confortáveis e de modelagem folgada passando uma imagem de liberdade e bem estar jovial. As cores predominantes são fortes e neutras como o cinza, o branco, os tons de azul, vermelhos, violetas e amarelos vivos. As estampas muitas vezes usadas são os tie-dye, os famosos hibiscos havaianos e as ondas, é claro. Os tecidos mais usados são o algodão, as malhas de moletom, a sarja, o elastano, poliéster, tactel, neoprene, merriel, etc.

O estilo tornou-se também sofisticado e sensual, já que atinge também as mulheres, praticantes ou fãs do esporte (ou dos esportistas). Hoje inúmeras confecções se especializam na moda surfwear feminina, com saias, biquínis, tops, calças e vestidos no mesmo estilo do masculino. Conquistando cada vez mais consumidores e levando o estilo da praia para a cidade.

Coleção UOT Inverno 2010
Abaixo algumas imagens da nova coleção que começa a chegar às lojas.
Os modelos são: Bruna Fragoso, Javert e Pedro.
Em breve teremos o catálogo completo. Aguardem!

Krystian fatura o Prêmio EspíritoSurf

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


O Portal EspíritoSurf apurou os votos dos internautas nesta terça-feira (9/2) e divulga em primeira mão a lista dos vencedores do Prêmio EspíritoSurf nas categorias Longboard, Nova Geração, Surf Feminino, Fotografo, Amante do Surf, Shaper, Marca Capixaba, Precursor do Surf, Atleta Profissional e Personalidade.

A votação foi aberta ao público na semana passada e desde então muitas pessoas participaram escolhendo seus favoritos nas dez categorias.

Uma homenagem aos vencedores acontece nesta quarta-feira (10/2), no Shopping Jardins, em Vitória, durante o encerramento da 2a Mostra CineSurf de Verão.

Krystian Kymerson ganhou a categoria "Nova Geração"


Surf de alma

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010





Artigo muito bacana escrito por Bruno Ruy para o NextSurf.
Vamos a ele:



Apesar do senso poético que norteia minha vida, sempre questiono qual a melhor definição pra surf de alma. E pra outra pérola do nosso esporte: "o verdadeiro espírito do surf". E nesse caso, como seria o "falso espírito do surf" ou o "surf sem alma". Essas definições são tão concretas quanto o meio onde se desenvolve o surf. Tudo é extremamente relativo.

Pra quem desce 50 pés de onda, o verdadeiro espírito do surf está na possibilidade de "chamar a natureza pro pau" e dar conta do recado, mesmo que pra isso seja necessário um amigo de jet ski na retaguarda. Ai, vem alguém que faz isso na remada e diz: "o verdadeiro espírito do surf é encarar isso no braço, porque a máquina mata a essência do surf". Percebe?

Sonhar com a primeira vez no Hawaii incorpora o verdadeiro espírito do surf. Chegar lá e ficar no inside de Pipe, seria surf sem alma? Quem perde a balada, despista a namorada, tudo, só pra poder surfar, tem mais alma de surfista do que o maluco que transou a noite inteira, bebeu todas, riu muito e só consegue pegar as sobras mexidas no final de tarde?

Campeonatos à parte, por que alguém surfa? Prazer? Só isso? Ou a platéia importa? Os reis havaianos surfavam tranqüilos em praias reservadas pra eles. Aos súditos cabia fazer o coro de uhuuu!!! a cada boa manobra realizada e se contentar com os piores picos e pranchas. Hoje, todo mundo tem um toco que bóia e a democratização do esporte terminou em crowd, que por sua vez, gera a competitividade. A realeza, nesse caso, é conseguida pelo fato de você ser local do pico ou surfar muito mais do que os outros. O homem é competitivo por natureza, desde a pré-história. E esse jogo do "sou mais forte pra proteger minha caverna", inevitavelmente invade o campo do lazer, mesmo quando esse é aquático como o nosso.

Acho o máximo quando vejo alguém que surfa mal e ao sair da água relata com detalhes incríveis uma merreca que nem parede tinha e faz com que pareça que surfou Mavericks. Tem gente que nunca entubou, mas sai da água dizendo: viu meu tubo? Ai eu penso: bom, se ele acha que entubou, ou que a onda tinha um tamanho 5 vezes maior do que o real, então esse cara é muuuuito feliz. Porque o surf tem que ser pra você, pra mais ninguém. Se depois de um dia de surf você for dormir se achando o máximo, quem tem o direito de dizer o contrário?

Se eu tivesse que definir mesmo o surf de alma, diria que é a sensação da primeira onda surfada que se carrega pela vida afora, como se fosse um vírus para o qual não acharam a cura. A eterna dependência da água salgada e a fissura de poder deslizar em ondas que nunca se repetem. Um desvirginar eterno que concede um poder especial ao homem.

Conheço muita gente que vendeu a alma pro diabo pra poder surfar. Aí não resta alternativa a não ser botar pra baixo. Mesmo desalmado.

Campeonato Next de Surf na internet

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O NextSurf irá promover o primeiro campeonato de surf a distância da web. Em breve, os interessados poderão enviar seus vídeos e concorrer a prêmios numa disputa divertida, onde os internautas serão os juízes e decidirão o dono da melhor manobra e/ou onda.

Cada surfista poderá concorrer com um vídeo, de até 5 minutos, capturado em águas brasileiras. As disputas serão em formato homem a homem (vídeo x vídeo). O vencedor de cada bateria avança ao round seguinte.

Já cada videomaker pode inscrever mais de um vídeo (ainda não foi definido o total de vídeos por videomaker).

Fique ligado no NextSurf, logo será disponibilizado o regulamento completo e campo de inscrição, além de todas as informações sobre o "Campeonato Next de Surf a Distância"

Tânio Barreto vai correr o novo Brasil Surf Pro

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


Nova marca da Divisão Principal do Circuito Brasileiro da ABRASP





Tânio Barreto, atleta UOT, está na elite do surf nacional e correrá o novo Brasil Surf Pro em 2010, que distribuirá 1 milhão de reais em prêmios.

Brasil Surf Pro é o novo nome da Divisão Principal da Associação Brasileira de Surf Profissional. São muitas novidades no circuito nacional mais rico do mundo, que a partir de 2010 passa a ser organizado pela Maior Esporte e produzido pela Brasil1 Esporte e Max Sports. A principal competição do surfe nacional ganhou valorização e distribuirá uma premiação recorde de 1 milhão de reais, sem contar os dois carros zerinho oferecidos aos campeões brasileiros da temporada. Os títulos serão decididos em cinco etapas nas melhores ondas das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com o prêmio de cada uma subindo para 200 mil reais. A estréia do Brasil Surf Pro 2010 é no início de abril em Florianópolis (SC).

“Quando surgiu a oportunidade de organizarmos o principal campeonato de surfe do país, sugerimos a mudança do nome para dar mais visibilidade à competição”, comentou Alan Adler, presidente da Maior Esporte, divisão da Maior Entretenimento, comandada por Paulo Zottolo (empresa de conteúdo do Grupo ABC). “Queremos inovar na cobertura da imprensa, no formato da competição, em ações de interação com o público e na plataforma de sustentabilidade dos eventos. O lifestyle do surfe sempre nos deu importantes lições com relação à preservação da Natureza”, complementa Adler.

“Para a gente, o Brasil Surf Pro não será só um evento de surfe”, destaca Márcia Casz, da Max Sports. “Vai abranger tudo o que envolve o esporte: comportamento, música, moda e muitas outras atrações”. Os novos organizadores programaram um mix de atrativos para o público, como Luau nas etapas, Pocket Shows acústicos com bandas novas, DJs e um espaço de interatividade, o Surf Village, com ações educativas, palestras e campanhas ambientais, em parceira com a ONG Surfrider Foundation.

O atual campeão brasileiro Messias Félix, comentou sobre as novidades da temporada. “Foi muito boa essa mudança para novos organizadores. A premiação aumentou, vai continuar tendo carro para os campeões brasileiros, eles vêm cheio de gás e com boas idéias para aumentar a cobertura na mídia, então show. O surfe precisa continuar sua evolução”, sentenciou.

LISTA DOS SURFISTAS DA ELITE QUE INICIA O BRASIL SURF PRO 2010 – dividida por estados:

SÃO PAULO – 14 – Renato Galvão, David do Carmo, Odirlei Coutinho, Heitor Pereira, Hizunomê Bettero e Bruno Moreira se classificaram entre os top-24 da elite de 2009, Emerson Piai e Alex Ribeiro entraram pela Divisão de Acesso e Ricardo Ferreira pelo ranking paulista. No feminino, a campeã brasileira de 2009, Suelen Naraisa, Camila Cássia, Luana Coutinho, Cláudia Gonçalves e Bruna Queiroz.

RIO DE JANEIRO – 10 – Pedro Henrique, Gustavo Fernandes e Bruno Santos ficaram nos top-24 da elite, Leandro Bastos entrou pela Divisão de Acesso, Simão Romão pelo Circuito Carioca e Jorge Spanner ganhou convite por contusão. No feminino, Andréa Lopes, Gabriela Teixeira, Taís de Almeida e Brigitte Mayer.

SANTA CATARINA – 10 – Willian Cardoso, Beto Mariano, Guilherme Ferreira e Jean da Silva se classificaram entre os top-24 da elite de 2009, Felipe Ximenes e Tomas Hermes entraram pela Divisão de Acesso e Raphael Becker pelo ranking catarinense. No feminino, Juliana Quint, Gabriela Leite e Chantalla Furlanetto.

CEARÁ – 7 – o campeão brasileiro de 2009, Messias Félix, André Silva, Michel Roque e Edvan Silva ficaram entre os top-24 da elite e Thiago de Sousa, Márcio Farney e Itim Silva entraram pela Divisão de Acesso.

BAHIA – 6 – Rudá Carvalho, Wilson Nora ficaram entre os top-16 da elite de 2009. Franklin Serpa, Alandreson Martins e Bruno Galini entraram pela Divisão de Acesso e Bernardo Lopes pelo Circuito Nordestino.

PERNAMBUCO – 4 – Alan Donato e Halley Batista pela Divisão de Acesso, César Aguiar pelo Nordestino e Monik Santos na categoria feminina.

PARAIBA – 3 – o vice-campeão brasileiro de 2009, Jano Belo, Ulisses Meira entrou pela Divisão de Acesso. E no feminino permanece Diana Cristina, bicampeã brasileira da Divisão de Acesso.

RIO GRANDE DO NORTE - 3 – Danilo Costa foi top-14 em 2009, John Max entrou pela Divisão de Acesso e Alan Jones conquistou sua classificação com o título de campeão do Circuito Nordestino.

PARANÁ - 3 – Peterson Rosa foi top-20 e Nathalie Martins a quarta melhor de 2009, com Michaela Fregonese reforçando o time paranaense este ano.

RIO GRANDE DO SUL – 2 – Daison Pereira foi o 6.o em 2009 e Rodrigo Dornelles entrou com o título gaúcho.

ALAGOAS – 1 – só o campeão brasileiro de 2001, Tânio Barreto, quinto do ranking em 2009.

João Carvalho – Assessoria de Imprensa do BRASIL SURF PRO 2010 - joaocarvalho@matrix.com.br

Fonte: www.abrasp.com.br

O surf nas Olímpiadas

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Surf nas Olímpiadas

por Henry Lelot

O surfe é hoje um esporte global, praticado em mais de 100 países de todos os continentes, por mais de 25 milhões de pessoas, de todas as idades, classes sociais, raças, religiões e gêneros. Segundo a International Surfing Association (ISA), um número de praticantes bastante superior ao da maioria dos esportes olímpicos.

Pai do Skateboard, Windsurf, Snowboard, Kitesurf, Wakeboard e de todos os esportes radicais praticados com pranchas, o surfe conta com enorme prestígio e popularidade entre os jovens de todo o planeta, razão pela qual está sempre presente nas campanhas de marketing e ajuda a vender cartões de credito, TVs LCD, carros, celulares, alimentos, moda praia, enfim, todo o tipo de produtos e serviços.


Pesquisas mostram que 8 em cada 10 jovens já pensaram em praticar surfe, e 10 em cada 10 consomem moda surf efetivamente. E os números do segmento reforçam as pesquisas: a multibilionária indústria do surf movimenta anualmente mais de 7 bilhões de euros (10 bilhões de dólares americanos), dos quais somente a Quiksilver, quinta maior marca esportiva do mundo, fatura mais de 1 bilhão de euros anuais, em um mercado onde proliferam escolas de surf, fábricas de pranchas, lojas, revistas e sites especializados, que vem crescendo em torno de 25 a 30% ao ano, fatos que evidenciam a relevância e influencia que o surf e seu estilo de vida, exercem sobre a cultura jovem mundial, como nenhum outro esporte o faz.

De acordo com os critérios do COI – Comitê Olímpico Internacional, o surf é considerado um esporte totalmente novo, e sua inclusão como esporte olímpico infelizmente é um tanto complexa, em função dos limites estabelecidos pelo próprio comitê. Para que sejam incluídos novos esportes, mesmo que mais relevantes e populares dentro do atual contexto mundial, alguns que já são olímpicos precisam ser excluídos, porem seus líderes tem direito a voto no Comitê, caracterizando um claro conflito de interesses. Seria como pedir para que eles cedessem ao Surf o espaço que seus esportes conseguiram conquistar com tanto esforço junto ao COI.

Segundo o venezuelano Fernando Aguerre, 15 anos à frente da ISA, as “Wave Pools” (piscinas com ondas), que vêm sendo produzidas por pelo menos 5 grandes empresas, com tecnologias cada vez mais avançadas, já proporcionam ondas padronizadas de excelente qualidade, o que possibilitaria a exclusão do fator sorte nas competições (uma vez que as condições do mar não podem ser controladas pelo homem), tornando a disputa mais técnica, em sintonia com os critérios do COI, que avaliam o esporte, sobretudo em função de sua capacidade em despertar maior índice de audiência na mídia televisiva.

Considerando que milhões de pessoas vivem longe dos oceanos, em lugares onde o surf não tem como ser praticado, o dirigente acredita ainda, que a profusão das piscinas com ondas, irá possibilitar que o esporte seja abraçado por um grande número de novos adeptos, que poderão desfrutar de maior saúde física e mental proporcionada pelo surf, tornando-o ainda mais popular mundialmente.
Piscina no Japão, com ondas de alta qualidade para competição:


A ISA tem concentrado sua atuação no desenvolvimento organizacional do surfe em países onde este ainda se encontra em estágio menos avançado, como a China, a Índia, os países Árabes, a África e a Korea, por exemplo, que acaba de fundar sua primeira Federação – “É uma questão de tempo para que o surfe venha a se tornar um esporte olímpico” afirma o presidente da entidade, que já iniciou campanha para inclusão do surf no Summer Games (Olimpíadas) de 2020.
A revista americana SURFER afirma que o Brasil é a terceira nação em numero de praticantes, com mais de 5 milhões de adeptos (ISA), perdendo por pouco para a Austrália e os EUA. Segundo a Brasmarket, o Surf é o esporte mais praticado no Brasil depois do futebol e também o que mais cresce, transmitindo hoje uma imagem de saúde, diversão e preservação do meio ambiente. No Brasil, existem apenas 7 esportes considerados profissionais, e o surf é um deles (Futebol, Surf, Automobilismo, Hipismo, Golfe, Tênis e Iatismo).


O gênero “surfwear” é o vestuário mais usado no dia-a-dia, na faixa dos 10 aos 35 anos de idade. Nosso mercado é o quinto maior do mundo, com mais de 400 empresas de confecção no setor. No campo do noticiário esportivo, podemos citar coberturas de algumas das principais redes de televisão, como ESPN (Brasil/Internacional), Sportv, Fox Sports, AXN, Rede Globo, Band Esportes e Rede Record, com grande retorno de audiência. Um exemplo são as etapas do circuito mundial profissional (WCT), transmitidas ao vivo pela internet, com publico estimado em mais de 1milhao de pessoas.

Terceira potencia do surf mundial, o Brasil já venceu inúmeras competições relevantes através de seus atletas, embora ainda não tenha conquistado seu primeiro título na divisão de elite, o World Championship Tour (WCT). Mas já podemos sonhar: o santista Adriano de Souza, melhor surfista da história do surfe brasileiro, e também um dos maiores surfistas do planeta na atualidade. O surf brasileiro passa por um processo de renovação e amadurecimento profissional, em que a nova geração percebe a necessidade de contar com uma estrutura multidisciplinar, para alcançar o alto rendimento esportivo e a excelência nas competições.

Aos atletas brasileiros nunca faltou talento, mas a nova geração, formada por atletas mais conscientes, está chegando com reais possibilidades de tornar o sonho realidade e transformar o Brasil, à exemplo do futebol, em primeira potência do surf mundial. E brasileiro que é brasileiro, nunca desiste…